segunda-feira, 27 de maio de 2013

Epiphanny Prince, Elena Delle Donne e o massacre do Phoenix Mercury


Elena Delle Donne - sucesso em sua primeira atuação como profissional

Muito foi dito, especulado e reportado em relação às "Três para ver" (Three to see). Brittney Griner (Phoenix Mercury), Elena Delle Donne (Chicago Sky) e Skylar Diggins (Tulsa Shock - em ordem de escolha do draft) levaram para a WNBA um expectativa que não existia desde 2008, quando Candace Parker, Sylvia Fowles e Candice Wiggins entraram na liga profissional - 2011 teve Maya Moore e Liz Cambage, mas não foi o suficiente para criar, por exemplo, novos contratos televisivos.

Das novatas da classe de 2013, Brittney Griner sempre foi aquela de quem mais esperava-se resultado, algo que começou quando sua habilidade de enterrar foi descoberta pela mídia no ensino médio. E na noite dessa segunda-feira, a gigante teve sua primeira prova "às vera" como profissional.

O elenco do Phoenix Mercury entrou em quadra com apenas um desfalque, Penny Taylor, e tinha ao seu favor as extremamente importantes Diana Taurasi, Candice Dupree, DeWanna Bonner, Samantha Prahalis e Charde Houston, além da própria Brittney Griner. Do outro lado, o Chicago Sky, teoricamente mais fraco, contava com Sylvia Fowles, Swim Cash, Epiphanny Prince, Courtney Vandersloot e Elena Delle Donne. Como dito acima, "teoricamente" esse era um elenco menos expressivo do que o da cidade do Arizona.

Ledo engano.

O placar final da partida foi 102 a 80 para o Chicago Sky, com atuações incríveis de Epiphanny Prince (26 pontos) e Elena Delle Donne (22 pontos e 8 rebotes). Ou seja, das três novatas mais importantes da temporada, a única que saiu com vitória na primeira rodada e teve estatísticas significativas foi a segunda escolha.

Britney Griner enterrou. Duas vezes (veja a primeira aqui e a segunda aqui). O suficiente para levantar a torcida no US Airways Center.

Brittney Griner se junta ao seleto grupo de jogadoras que já enterraram na WNBA (composto por Lisa Leslie e Candace Parker), e se torna a primeira a executar esse movimento duas vezes em uma mesma partida - tudo isso em seu primeiro compromisso como profissional

O jogo dessa noite realmente foi uma surpresa para a maioria daqueles que esperavam uma conquista massacrante do Phoenix Mercury sobre o seu adversário e acabaram vendo exatamente o contrário acontecer. O equilíbrio vinha de torcedores que simpatizaram com o talento e a história de Delle Donne (leia aqui sobre isso)

De acordo com a agenda da WNBA, os próximos jogos dessas equipes serão na sexta-feira (Chicago Sky x Connecticut Sun, às 21h30) e no domingo (Phoenix Mercury x Seattle Storm, às 22h). Vale muito a pena conferir o que vai acontecer.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que esperar da temporada que começa hoje?

(alguns dos trechos foram tirados da minha coluna Vestiário Feminino, no Spurs Brasil, principal blog brasileira sobre o San Antonio Spurs)

Hoje, às 21h, o atual campeão da WNBA, Indiana Fever, enfrenta o San Antonio Silver Stars na primeira partida oficial da liga em 2013. Esse ano, diferente do que vinha acontecendo há alguns na competição, há muita expectativa para coisas novas e viradas de times que se deram muito mal no ano passadou ou já há algum tempo. Por exemplo?

1 - Phoenix Mercury, o grande favorito

Em 2012, o Phoenix Mercury passou por uma fase muito ruim. Sem suas principais jogadoras - Diana Taurasi, Penny Taylor e Candice Dupree - a equipe amargou a última colocação na conferência Oeste, atrás até mesmo do Tulsa Shock, com uma campanha que só não foi pior do que a do Washington Mystics. Por conta disso, foi premiado com uma posição privilegiada no draft e literalmente ganhou na loteria: adquiriu Brittney Griner. Agora, em 2013, Corey Gaines tem todos os ventos a seu favor para a redenção: o elenco está completo (e por completo, entenda Taurasi, Taylor, Dupree, Bonner e Griner.

2 - New York Liberty, ou Detroit Shock madeover

Bill Laimbeer, aquele da época dos bad boys do Detroit Pistons, voltou à WNBA nessa temporada. À frente do New Liberty, o head coach já mexeu os pauzinhos e deixou a formação da equipe um tanto quanto familiar: Kara Braxton, Cheryl Ford, Plenette Pierson e Katie Smith já estiveram sob o comando do técnico da equipe que foi tricampeã da liga. Para completar a semelhança com o elenco da antiga franquia, Taj McWilliams-Franklin estreia como assistente. Junto a todos esses nomes, encontram-se Cappie Pondexter, Leilani Mitchell (jamais esquecer do crossover da Becky Hammon que a deixou sentada no Madison Square Garden) em quadra, e Teresa Weatherspoon também como assistente. Ou seja, o New York Liberty, apesar de estar com jogadoras mais velhas, é um forte concorrente ao título da Conferência Leste. Vai dar trabalho, e, no mínimo, vai ser muito interessante de se assistir.

3 - Three to see, as novatas que prometem trazer uma nova vida à WNBA

Elena Delle Donne, Bittney Griner e Skylar Diggins

Brittney Griner, Elena Delle Donne e Skylar Diggins. Esses nomes são conhecidos há algum tempo, mas só chegaram à liga profissional neste ano.

A primeira causa frisson entre os entusiastas do basquete desde o ensino médio devido à sua incrível habilidade de enterrar. Não qualquer enterrada com um pulo mais alto e uma das mãos alcançando o aro (como já aconteceu com Lisa Leslie, Candace Parker e Liz Cambage – e até mesmo a baixinha Deanna Nolan), mas um impulso incrível a ponto de se pendurar no aro com as duas mãos, ficar por lá com os joelhos flexionados e depois saltar para o chão com a maior empolgação do mundo. O resultado de sua fama foi ser a primeira escolha do Draft, por um Phoenix Mercury que se arrastou no ano passado sem as suas principais jogadoras e experimentou a ausência dos playoffs.

Elena Delle Donne foi polêmica. Escolhida para o programa da Universidade de Connecticut (quem acompanha sabe que isso não é pouca coisa), decidiu voltar para sua cidade, no estado de Delaware, antes mesmo de sua temporada como rookie (novata) na NCAA começar. O motivo? A família. A jovem gigante não conseguiu ficar longe por muito tempo, principalmente de sua irmã, Lizzie, que nasceu com diversas síndromes (alguns acreditam que isso pode ter sido consequência da participação de seu pai na Guerra do Vietnã e das armas químicas usadas pelos norte-americanos por lá). No retorno à sua terra natal, Elena começou a jogar vôlei, mas acabou entrando na equipe de basquete da Universidade de Delaware, que, bem diferente da “UConn”, não tem tradição alguma na competição universitária. Seu talento, no entanto, levou as Blue Hens às primeiras aparições nas fases nacionais da NCAA (qualquer semelhança com a heroína do San Antonio Silver Stars, Becky Hammon, é mera coincidência). A coroação da pivô com habilidades de armadora foi no Draft, sendo a segunda escolha no geral, pelo Chicago Sky (apesar de todos os esforços, o time nunca foi aos playoffs da WNBA).

Skylar Diggins é sinônimo de beleza e popularidade – ela é a atleta universitária que mais tem seguidores no Twitter. Porém, por trás do rostinho bonito (o blogueiro Lucas Pastore, que vocês conhecem, que o diga) está a armadora que liderou a tradicional Universidade de Notre Dame durante quatro anos em excepcionais campanhas na NCAA. Escolhida em terceiro lugar pelo Tulsa Shock, Diggins tem em mãos o desafio de dar alguma vida a essa equipe que até agora é o coringa da WNBA.

(continua)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Conheça e entenda as mudanças da WNBA a partir de 2013

Achou que eu bebi umas, fiz uma edição do Photoshop e inventei um logo novo para a WNBA? Nada disso!

Há duas semanas, a WNBA divulgou em seu site oficial e redes sociais que faria um anúncio importantíssimo, arriscando até mesmo a afirmar que esse seria o mais importante da história da liga.

No dia 28 de março, com a participação de John Skipper, presidente da ESPN, e Laurel Ritchie, presidente da WNBA, as novidades para o futuro próximo da liga foram apresentadas.

O primeiro tópico abordado pelos dois representantes foi a extensão do contrato de transmissão da liga com a ESPN. A emissora se comprometeu a televisionar 30 partidas por temporada a partir de 2013, o que significa um aumento de dois jogos a cada ano. A grande mudança, no entanto, foi a inserção do Draft da WNBA na grade de programação do canal. A iniciar neste ano, a escolha das futuras estrelas da competição será transmitida ao vivo, na segunda-feira (15/04), a partir das 22h.

Outra mudança, porém, para a temporada de 2014, é a criação de novos uniformes. A Adidas, atual patrocinadora da vestimenta das jogadoras em quadra, desenvolverá novos padrões para o próximo ano a fim de atender às exigências da nova geração de atletas que surge na liga (por “nova geração”, entenda Brittney Griner, Skylar Diggins e Elena Delle Done). Essa é uma novidade muito boa, pois os times perderam sua identidade visual depois que a liga adotou um único estilo de uniforme para todas as equipes.

A apresentação mais significativa, no entanto, foi a do novo logo da WNBA. Eu fiquei chocada. Ao invés daquele azul e vermelho com a silhueta de uma jogadora em branco, a nova identidade visual da liga é completamente laranja e com uma nova silhueta. Demora para acostumar. De acordo com Laurel Richie e Swim Cash, que também estava na apresentação das novidades, o novo logo “representa todas as gerações de atletas que já passaram pela WNBA”. Sabemos que existe um trabalho muito forte de agência de publicidade e assessoria de imprensa por trás da introdução dessa nova logomarca, afinal foi a troca de uma imagem que ficou marcada por 16 anos.

A parte mais legal do novo logotipo da WNBA foi a campanha viral ao redor, exatamente, da jogadora que foi o modelo da silhueta. A associação lançou a hashtag #iamlogowoman” com o objetivo de gerar discussões nas redes sociais sobre quem seria a atleta que representa a liga em sua nova identidade visual.. No Twitter e no Facebook fãs, jornalistas e admiradores fazem suas apostas para descobrir quem é a misteriosa mulher (dessa vez, não de vestido vermelho).

De todas essas mudanças, o mais interessante é observar que a WNBA ainda é alvo de investimentos importantes. Pretendo falar mais sobre o novo logo em um post específico, pois acredito que essa mudança faça parte de um afastamento em escala da liga feminina com a NBA.


 Swim Cash exibindo uma camiseta com o novo logo da WNBA, e a nova bola oficial, também com a nova identidade

No Twitter: @BetaOsraReed

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Liz Cambage não volta para Tulsa, afirma técnico

A notícia que rola pela internet é de que a pivô australiana Liz Cambage (21) não retorna para jogar com o Tulsa Shock em 2013. Após perder a primeira metade da temporada do ano passado para treinar com a seleção da Austrália visando as Olimpíadas de Londres, a jogadora também não voltou depois da competição na Europa, que resultou em uma medalha de bronze.

A atitude da jovem, que fez história na terra da Rainha como a primeira mulher a enterrar em um torneio olímpico, de afirmar que jogaria na WNBA na segunda metade de 2012 e não cumprir com sua palavra, deixou seu relacionamento com Tulsa abalado.

Agora, sobre a decisão de passar o ano de 2013 na China (detalhes sobre isso abaixo), Gary Kloppenburg, técnico do Shock, afirmou: "Claro que estamos chateados, mas crianças tomam decisões de acordo com o que sentem ser melhor para elas".

Durante a offseason, Liz Cambage defendeu o time Zhenjiang Chouzhou, o qual terminou a liga nacional chinesa em segundo lugar. Em seu novo contrato, válido para 2013, a pivô receberá um salário de US$ 518 mil (aproximadamente R$ 1,050 milhão), que pode chegar a US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) com acréscimos de marketing e adicionais.

A dúvida sobre a veracidade dessa informação (publicada em primeira mão pelo Tulsa World) surgiu após Cambage postar o seguinte tweet em seu miniblog (@ecambage): "Todas essas matérias de 'jornalistas' e nenhuma delas verdadeiras. Mal posso esperar para me pronunciar quando voltar para casa". Sou completamente contra transformar publicações do Twitter em notícia, porém, Liz é conhecida por ter uma certa excentricidade. De fato, ter deixado o Tulsa Shock no ano passado não foi uma atitude profissional, principalmente porque a pivô era a chave principal dessa equipe que ainda não engrenou na liga.

Por enquanto, ficamos à espera de novidades. Mas, na minha opinião, Liz Cambage não fica em Tulsa mesmo (onde receberia US$ 50 mil pela temporada de 2013).

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Save the date: a temporada de 2013 começa no dia 24 de maio

A WNBA divulgou, na semana passada, o calendário da temporada de 2013. As primeiras equipes a se enfrentarem serão o Indiana Fever, atual campeão da liga, e o San Antonio Silver Stars. O confronto será no dia 24 de maio (sexta-feira), às 22h, no AT&T Center, casa do time texano.

O detentor do troféu ainda guarda em seu leque de estrelas Tamika Catchings, Katie Douglas e Briann January, sendo que a primeira e a terceira, junto a Shavonte Zellous, acabaram de ter os contratos renovados com o Indiana Fever.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Especial Conferência Leste: Chicago Sky

Como ontem foi um dia de acompanhar jogos durante a noite inteira, acabei não postando a análise sobre o Chicago Sky!
Amanhã é a vez do último time a passar pelo raio-x do Bruno Pisciotti, o Washington Mystics.
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Conferência Leste
por Bruno Pisciotti (@Raptorsunfan200)


Chicago Sky

Campanha final: 14-20 (quinto lugar na conferência. Fora dos playoffs)
41,2% de aproveitamento
Técnica: Pokey Chatman
Destaque: Sylvia Fowles
Melhor sequência: seis vitórias consecutivas
Pior sequência: nove derrotas consecutivas







O que foi bom
- Ephiphanny Prince: Fowles é a estrela do time, mas a nítida evolução de Prince é inegável. Começando a ganhar importância já em 2011, a jovem de 24 anos ganhou liberdade e aumentou seus números em pontos, rebotes e assistências. Uma lesão no pé direito a tirou de oito jogos, o que praticamente afundou a temporada da equipe.

- Sylvia Fowles: mesmo tendo sua pior temporada em pontos por jogo desde 2009, “Big Syl” continua dominando o garrafão de maneira incrível. É a segunda melhor reboteira da temporada (10,4 por jogo) e tem o melhor aproveitamento nos arremessos (aproximadamente 64%). Ao lado de Tina Charles, será nome de muita importância na “área pintada” da seleção americana nos próximos anos.

- Começo de temporada: com sete vitórias nos primeiros oito jogos, o Sky voava em quadra e dava a impressão de que brigaria acirradamente pelos primeiros lugares da conferência. A dupla Prince/Fowles produziu a ótima média de quase 43 pontos por jogo nesse período e contavam com uma contribuição discreta, mas importante da experiente ala Swin Cash.

O que foi ruim
- Courtney Vandersloot: a armadora de Gonzaga finaliza o seu segundo ano na liga ainda sem convencer. Seus números em pontos e assistências aumentaram levemente, mas a quantidade de erros ainda é muito alta. Ela é a quarta colocada em desperdícios de bola por jogo na temporada (3,2). Como sua média de assistências é de 4,7,ela praticamente precisa errar um passe, antes de conseguir uma assistência.

- Os reforços: se em uma só tacada o seu time recebesse jogadoras do cacife de Swin Cash, Ruth Riley e Ticha Penicheiro, você comemoraria, não é? Sylvia Fowles fez a mesma coisa, renovando inclusive o seu contrato com a equipe. Mas o que se viu, foi algo totalmente diferente. Entre as 3,Cash foi a única titular e ainda assim, não conseguiu grandes atuações. Dividindo o garrafão com Fowles, Riley foi um fiasco e Penicheiro pouco jogou, devido a seguidas lesões que a fizeram optar por encerrar  a carreira nesse fim de temporada. Nem o mais pessimista torcedor esperava isso.

- Os outros 27 jogos da temporada: depois do começo arrasador, o Sky perderia sua cestinha Epiphanny Prince por oito partidas, com uma lesão no pé direito. Foi a senha para a derrocada definitiva. Nesses oito jogos sem Prince, a equipe perdeu sete e não se encontrou psicologicamente. Na volta da parada olímpica, perdeu mais cinco e se viu praticamente dentro de um poço sem fundo.Vitórias imponentes contra Connecticut, Los Angeles e Minnesota impulsionaram uma possível recuperação. Mas já era tarde demais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Especial Conferência Leste - New York Liberty

O New York Liberty, último time da conferência Leste a conquistar uma vaga nos playoffs da WNBA, é o destaque de hoje.

Have fun!
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Especial Conferência Leste
por Bruno Pisciotti (@Raptorsunfan200)
Em suas próprias palavras, brasileiro na certidão, mas com sangue italiano e coração canadense. Aponta seus olhos (e ironias) para a WNBA desde 2007


Campanha final: 15-19 (quarto lugar na conferência. Classificado para os playoffs)
44,1% de aproveitamento
Técnico: John Whisenant
Destaque: Cappie Pondexter
Melhor sequência: três vitórias consecutivas
Pior sequência: cinco derrotas consecutivas





O que foi bom
- Cappie Pondexter: esta pode não ser uma das jogadoras mais coletivas, mas compensa com agressividade no ataque e com espírito de liderança. O time não teve grandes momentos, mas sem Pondexter as coisas seriam ainda piores. A MVP das finais de 2007 participou de todos os jogos e não pontuou em dígitos duplos apenas em uma partida.

- O mês de setembro: cinco das 14 vitórias do time na temporada foram neste mês, o que ajudou muito na difícil classificação aos playoffs. Pesa negativamente o fato de quatro dessas cinco, terem sido contra adversários frágeis (três contra Washington Mystics e uma contra o mutilado Phoenix Mercury), mas também vale citar a importante vitória sobre o Los Angeles Sparks, que estava com o time completo.

Cappie Pondexter

O que foi ruim
- Lesões: pequenas lesões atrapalharam a equipe e vitimaram quase todas as jogadoras. Plenette Pierson perdeu 8 jogos. Outras atletas como Essence Carson, Nicole Powell e Kara Braxton não ficaram de fora, mas começaram várias partidas no banco e sofreram com limitações físicas.

- Entrosamento: com as seguidas lesões, o técnico John Whisenant poucas vezes conseguiu repetir o time titular em uma grande sequência de jogos. Nisso, o entrosamento foi prejudicado e o time sofreu com inúmeros desperdícios de bola, além da falta de coletividade. O retrato maior foi em um jogo contra o Minnesota Lynx, quando as nove jogadoras que entraram em quadra aquela noite conseguiram apenas sete assistências. A ala Maya Moore, do time rival, conseguiu sozinha o mesmo número.

Expectativa para os playoffs
Muito fraca. Sem disciplina tática, com frequentes mudanças no time titular e sofrendo diversos apagões no decorrer dos jogos, o Liberty vai precisar melhorar muito se quiser passar da primeira rodada. Pondexter é uma arremessadora letal, mas não pode resolver tudo sozinha .Quando tenta,o resultado nem sempre é bom. Parece que o time ficará mais um ano bem longe das finais. Muito pouco para uma das franquias mais tradicionais da WNBA.