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sexta-feira, 27 de março de 2015

Cappie Pondexter no Chicago Sky é um reflexo do objetivo da franquia para a temporada


Uma das principais mudanças de elenco da WNBA para a próxima temporada foi a saída de Cappie Pondexter para o Chicago Sky. Um dos motivos é a importância da própria jogadora para a liga, uma vez que a ala/armadora fez história com o Phoenix Mercury ao conquistar o título da franquia pela primeira vez em 2007 e repetir o feito em 2009.

Ao lado de Diana Taurasi e Penny Taylor, Cappie Pondexter foi uma das principais responsáveis por levar a equipe do Arizona à vitória no quinto jogo contra o poderoso Detroit Shock, fora de casa, e levar o troféu em frente à torcida adversária. Naquele ano, marcou 27, 18, 13 26 e 26 pontos, em cada um dos cinco jogos, respectivamente, da série final que determinou o campeão da WNBA em 2007.

Dois anos depois, em 2009, também foi uma das protagonistas da conquista do Phoenix Mercury sobre o Indiana Fever nas finais, que precisaram de cinco jogos igualmente. Sempre atuando com dígitos duplos, Pondexter ainda era um dos alicerces daquele time. Mas logo em seguida anunciou o fim de sua fase com essa equipe. Estava de mudança para a Big Apple, para jogar com o New York Liberty.


A jogadora dizia que queria estar mais próxima da cidade que não dorme, pois tinha grandes memórias de seu tempo de faculdade na Rutgers University, em New Jersey. Mas especulava-se que Cappie Pondexter buscava, na verdade, um time no qual poderia ser nome principal, já que no Mercury dividia as atenções com Diana Taurasi e Penny Taylor.

Com o New York Liberty, o máximo que alcançou com a equipe foram semifinais de conferência. Apesar de ter tido sucesso individualmente e continuado como uma das maiores pontuadoras da WNBA, nenhum título do Leste ou do campeonato no geral foi conquistado pelo time da Big Apple entre 2010 e 2014 - mais precisamente, desde 2002 - e esse, provavelmente, foi um dos motivos para a jogadora migrar para Chicago.

O Chicago Sky deu um salto antes inimaginável para a equipe desde a chegada de Elena Delle Donne, em 2013. Antes daquele ano, o time sequer havia conseguido uma vaga aos playoffs. De uma hora para a outra, a franquia passou a ser uma das mais temidas da WNBA, chegando às finais no anos passado contra o Phoenix Mercury. Devido à falta de experiência, teve grandes dificuldades contra o elenco do Arizona e foi derrotado por 3 a 0 na série que decidiria o grande campeão.

O gostinho de ter chegado ao mais alto ponto do campeonato mostrou para o Chicago Sky do que aquele elenco é capaz. Liderado por Elena Delle Donne e Sylvia Fowles, o time da técnica Pokey Chatman conta com coadjuvantes discretas, porém eficientes. Courtney Vandersloot e Allie Quigley (esta com 19 pontos na última partida contra o Phoenix Mercury), além de Tamera Young (que joga no Brasil no UNINASSAU/América) são os pilares das outras duas jogadoras mencionadas acima.

Outro nome que tinha grandes responsabilidades no Chicago Sky era Eppiphany Prince, que foi para o New York Liberty. Para não ficar desfalcada, Pokey Chatman tratou de troca-la exatamente por Cappie Pondexter.

Essa troca mostra o objetivo da equipe da cidade do vento para 2015: nada além do título. Depois de passar anos sem avançar para os playoffs, a franquia finalmente chegou a um ponto no qual é completamente possível conquistar um anel. Dos dois únicos anos nos quais o Chicago Sky avançou para a segunda fase da WNBA, Eppiphany Prince teve médias de pontos abaixo das necessárias para ajudar sua equipe. No ano passado, marcou 9,2 pontos por jogo nas séries. Pondexter, por outro lado, sempre teve números maiores nos momentos decisivos.


Apesar de ter um estilo mais ofensivo, Cappie Pondexter servirá para o Chicago Sky de maneira muito eficiente. Normalmente, o seu papel principal para a equipe é de uma ala/armadora, na posição dois. Mais importante ainda, sua experiência de nove anos fará toda a diferença. Com Courtney Vandersloot na armação, Tamera Young como a ala na posição três, Elena Delle Donne como ala de força e Sylvia Fowles de pivô, o time está bem servido e mais uma vez chega forte para a temporada.

Três dessas passam a ser grandes fornecedoras de arremessos de curta ou longa distância: a própria Cappie Pondexter, Elena Delle Donne e Tamera Young. Isso faz toda a diferença em uma conferência que conta com boas pivôs como Chiney Ogwumike, Érika de Souza e Janel McCarville.

Para ajudar, Allie Quigley continua como uma carta de Pockey Chatman no banco, além da grande novidade: Clarissa dos Santos. A brasileira chega para o seu primeiro ano na WNBA e pode sentir uma certa dificuldade no começo, não por falta de habilidade, mas pela diferença do jogo dos Estados Unidos para o resto do mundo.

Com um forte trabalho de adaptação, atenção aos treinos e dedicação, Clarissa pode conquistar espaço aos poucos nesse time que fica ainda mais forte com a sua presença. Apesar de atuar como pivô no Brasil, sua habilidade, flexibilidade e força podem transforma-la em uma importante ala de força para o Sky, uma importante substituta de Elena Delle Donne.

Diante de todo esse cenário, a mudança de uma peça é o suficiente para saber o que essa franquia pretende em 2015: ganhar o campeonato. Com uma forte crise no Connecticut Sun e o Washington Mystics sempre sendo uma dúvida, o Chicago Sky passa a ser um dos times mais fortes da conferência Leste, ao lado do Atlanta Dream. E será um confronto muito interessante. Cappie Pondexter é a principal peça do xadrez das trocas da pré-temporada de 2015 e deixou esse time ainda mais forte do que já estava.

Algumas informações extras sobre Cappie Pondexter:

- A jogadora é fortemente envolvida com moda e é sócia de uma assessoria de moda para jogadoras e técnicas;
- Em 2010, logo após sair do Phoenix Mercury, protagonizou um momento de tensão com Penny Taylor e Diana Taurasi quando jogou contra o seu antigo time


- Cappie Pondexter está de volta à cidade onde cresceu, Chicago, e pretende encerrar sua carreira no Sky. A técnica Pockey Chatman, inclusive, já adiantou que a jogadora assinou um contrato de mais de um ano
- Pondexter jogou durante um bom tempo no Galatasaray, da Turquia

domingo, 8 de março de 2015

O fim de semana de Clarissa dos Santos

A confirmação de um contrato com o Chicago Sky, vice-campeão da WNBA e uma das principais equipes da liga norte-americana, e o título de MVP do Desafio das Estrelas da LBF, além da liderança com 26 pontos e 17 rebotes na revanche do time do Brasil contra o Mundo no jogo festivo. A tarde do sábado mal havia começado e Clarissa dos Santos já tinha muitos motivos para poder considerar o primeiro fim de semana de março um dos mais memoráveis de sua carreira.

O basquete brasileiro tem um grande nome em suas quadras: Clarissa dos Santos. A pivô de 1,84m e 26 anos atua na equipe ADCF Unimed/Americana, pela qual se tornou campeã da Liga de Basquete Feminino (LBF) duas vezes, na temporada 2011/2012 e na última, 2013/2014. Com a camisa da seleção, foi campeã sul-americana em 2013 e 2014, além de ter sido coroada MVP do torneio no ano passado.

Clarissa no Desafio das Estrelas da LBF (Foto: Divulgação/LBF)

Na atual edição da LBF, Clarissa é a quinta maior pontuadora, com média de 16,44 pontos por jogo (foram 263 tentos em 16 partidas). A pivô está logo atrás de Damiris Dantas, sua companheira de equipe, e antes delas estão somente Iziane Castro (Maranhão Basquete), em primeiro e duas norte-americanas, Chloe Wells (APAB/Barretos) e Tiffany Hayes (UNINASSAU/América), em segundo e terceiro lugar respectivamente.

Outras estatísticas falam muito sobre essa jogadora. Em praticamente todas as que aparece na LBF, Clarissa nunca está abaixo das dez melhores posições. Nos arremessos de dois pontos, seu aproveitamento é de 57,8%, o sexto da liga. Para se ter um parâmetro de comparação, Shamell (Mogi das Cruzes), cestinha do NBB, soma 52,8%. A maior porcentagem de acertos entre os dez maiores pontuadores do campeonato masculino é de Rafael Hettsheimeir (Pachoalotto/Bauru), com 66,15% e abaixo dele está Kyle Lamonte (UniCEUB/BRB/Brasília), com 56,2%.

Mas não é só no ataque que Clarissa é um potência. A jogadora é a melhor reboteira da LBF, com 11,25 por jogo e a quinta maior "ladra" de bolas da temporada, com 2,31 recuperadas a cada compromisso, um total de 37 nas 16 partidas disputadas até o momento.

Com todos esses números, somados a outros como tocos, erros e minutos em quadra, Clarissa é nada menos do que a jogadora mais eficiente da LBF, com média de 24,31 de valorização por jogo, com uma boa diferença para a segunda melhor nessa estatística, a ala Tiffany Hayes, do América, com 19,94.

Números podem não dizer muita coisa no esporte, mas os de Clarissa são um verdeira reflexo de sua atuação em quadra. Conhecida por sua raça, ela é um pesadelo para suas adversárias. Apesar de ser pivô, suas características vão além daquelas pelas quais as mulheres do garrafão são conhecidas. Por ser ágil e habilidosa, consegue muito bem cumprir a função de ala/pivô. Sua grande facilidade em pegar rebotes, estabelecendo um importante domínio no garrafão, e seu incrível porte físico, também não passam nem um pouco despercebidos.

Não por menos que o anúncio de que Clarissa havia assinado um contrato com o Chicago Sky para a temporada de 2015 da WNBA foi grandemente comemorado pelo público basqueteiro do Brasil. Junto de Érika, Damiris e Nádia, a pivô será uma das quatro brasileiras na liga norte-americana, o maior número desde 2002, e poderá representar o país com qualidade nas quadras dos Estados Unidos.

Além dessa novidades, Clarissa brilhou no Desafio das Estrelas da LBF, no sábado (07). Com 26 pontos e 17 rebotes, a jogadora foi a líder na vitória por 78 a 73 do time da LBF Brasil sobre o da LBF Mundo, em um jogo bem disputado que serviu como revanche do ano anterior, quando as estrangeiras venceram em São José dos Campos.

Em Franca, onde o evento festivo foi realizado de maneira inédita junto ao do NBB, a pivô tinha todos os holofotes sobre si. A atenção dos torcedores e, principalmente, dos jornalistas, mostrava que uma nova fase está iniciante para Clarissa. Mas o que faz com que o brasileiro fique ainda mais feliz é o que a jogadora representa também fora de quadra.

Uma matéria feita pelo jornalista Fábio Balassiano em 2006 mostra que a essência da jogadora permanece até hoje: "um sorriso que não sai do seu rosto". E não é por menos. A garota que deu seus primeiros passos no basquete na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com passagem pela Mangueira e pelo Fluminente, cruzou o oceano Atlântico, foi jogar em Portugal, voltou para o Brasil, se tornou bicampeã do campeonato nacional, ganhou papel de liderança na seleção e agora segue para o que pode ser considerado o maior posto de uma jogadora de basquete em questão de time.

A temporada de 2015 da WNBA começa no dia 05 de junho, e o Chicago Sky já tem compromisso em casa, contra o Indiana Fever, às 21:30 (horário de Brasília).Se você ainda não tinha motivos o suficiente para acompanhar o campeonato este ano, Clarissa se tornou mais um.

(importante lembrar: Clarissa dos Santos será companheira da habilidosa Tamera Young, jogadora do América na LBF)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Epiphanny Prince, Elena Delle Donne e o massacre do Phoenix Mercury


Elena Delle Donne - sucesso em sua primeira atuação como profissional

Muito foi dito, especulado e reportado em relação às "Três para ver" (Three to see). Brittney Griner (Phoenix Mercury), Elena Delle Donne (Chicago Sky) e Skylar Diggins (Tulsa Shock - em ordem de escolha do draft) levaram para a WNBA um expectativa que não existia desde 2008, quando Candace Parker, Sylvia Fowles e Candice Wiggins entraram na liga profissional - 2011 teve Maya Moore e Liz Cambage, mas não foi o suficiente para criar, por exemplo, novos contratos televisivos.

Das novatas da classe de 2013, Brittney Griner sempre foi aquela de quem mais esperava-se resultado, algo que começou quando sua habilidade de enterrar foi descoberta pela mídia no ensino médio. E na noite dessa segunda-feira, a gigante teve sua primeira prova "às vera" como profissional.

O elenco do Phoenix Mercury entrou em quadra com apenas um desfalque, Penny Taylor, e tinha ao seu favor as extremamente importantes Diana Taurasi, Candice Dupree, DeWanna Bonner, Samantha Prahalis e Charde Houston, além da própria Brittney Griner. Do outro lado, o Chicago Sky, teoricamente mais fraco, contava com Sylvia Fowles, Swim Cash, Epiphanny Prince, Courtney Vandersloot e Elena Delle Donne. Como dito acima, "teoricamente" esse era um elenco menos expressivo do que o da cidade do Arizona.

Ledo engano.

O placar final da partida foi 102 a 80 para o Chicago Sky, com atuações incríveis de Epiphanny Prince (26 pontos) e Elena Delle Donne (22 pontos e 8 rebotes). Ou seja, das três novatas mais importantes da temporada, a única que saiu com vitória na primeira rodada e teve estatísticas significativas foi a segunda escolha.

Britney Griner enterrou. Duas vezes (veja a primeira aqui e a segunda aqui). O suficiente para levantar a torcida no US Airways Center.

Brittney Griner se junta ao seleto grupo de jogadoras que já enterraram na WNBA (composto por Lisa Leslie e Candace Parker), e se torna a primeira a executar esse movimento duas vezes em uma mesma partida - tudo isso em seu primeiro compromisso como profissional

O jogo dessa noite realmente foi uma surpresa para a maioria daqueles que esperavam uma conquista massacrante do Phoenix Mercury sobre o seu adversário e acabaram vendo exatamente o contrário acontecer. O equilíbrio vinha de torcedores que simpatizaram com o talento e a história de Delle Donne (leia aqui sobre isso)

De acordo com a agenda da WNBA, os próximos jogos dessas equipes serão na sexta-feira (Chicago Sky x Connecticut Sun, às 21h30) e no domingo (Phoenix Mercury x Seattle Storm, às 22h). Vale muito a pena conferir o que vai acontecer.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

San Antonio Silver Stars perde dois coelhos em uma tacada só


A veterana Becky Hammon renovou seu contrato com o San Antonio Silver Stars de modo que continua no time até a aposentadoria. Mas de que adianta uma armação bem comandada, eficiência nas laterais (Sophia Young, por exemplo) e um fundo de quadra inexpressivo?

Hoje, mais duas mudanças aconteceram na temporada de negociações da WNBA. Ambas afetam direta e negativamente o San Antonio Silver Stars, equipe das brilhantes Becky Hammon e Sophia Young.

Há algum tempo o time texano enfrenta problemas na posição de número 5, desde quando a pivô belga Ann Wauters saiu. Sobrou Rith Riley, que vinha dando conta do recado. Dan Hughes escolheu Jayne Appel em um draft e Danielle Adams em outro. Estas são as opções de jogadoras de fundo de quadra do Silver Stars. Ou melhor, eram, porque Wauters e Riley acabaram de ser negociadas.

A europeia agora faz parte do esquadrão estrategicamente preparado do Seattle Storm. Sua presença na cidade chuvosa vai suprir a ausência de outra estrangeira renomada na WNBA, Lauren Jackson, que antes das Olimpíadas ficará em concentração com a equipe australiana. Ann Wauters havia parado de jogar com o San Antonio em 2010, e não se disponibilizou em 2011 porque ficou grávida. Recentemente, ela deu uma entrevista dizendo que estava com muita vontade de voltar e ganhar um campeonato nos Estados Unidos. Brian Agler, técnico do Seattle e um cidadão muito esperto, viajou pela Europa acompanhando algumas jogadoras na offseason, e Ros Casares, onde a belga trabalha ao lado de Lauren Jackson (dupla ruim de pivôs, hein!?), na Espanha, foi uma das paradas do comandante. Antes de essa contratação ter sido anunciada, os torcedores do San Antonio acreditavam fervorosamente que Hughes conseguiria levar Wauters de volta ao Texas.

Como se não bastasse, no mesmo dia (6/2) Ruth Riley se tornou mais um peão do xadrez do Chicago Sky, uma equipe que também tem buscado estratégias minunciosamente estudadas, mas primeiro para chegar a um playoff. Como Riley pode ajudar nessa missão? A pivô é bi-campeã da liga (2003 e 2006, com o Detroit Shock), sendo que em 2003 foi eleita a MVP das finais. Nesses dois anos, uma de suas companheiras em quadra era Swim Cash, que acabou de ser contratada pelo Chicago Sky. Furthermore, ainda não houve sinal por parte do azul e amarelo em relação a Sylvia Fowles, que está sob os direitos da equipe, mas pode migrar para qualquer outra franquia se a proposta do Sky não a agradar.

Fica no ar a questão: e a posição 5 do San Antonio Silver Stars? Wauters não está mais na jogada, Riley saiu o quanto antes, Jayne Appel é uma lástima e Danielle Adams consegue segurar as pontas, mas ainda é muito inconstante. Será que a solução é apelar para Michelle Snow? Dá para fazer melhor (a média da veteraníssima caiu de 9 pontos por jogo para 5,9 na temporada passada).

Dan Hughes, técnico respeitado, conhecido por suas boas aquisições e trocas inteligentes, precisa acertar bem o alvo se quiser sair do status de "quase lá" na hora de conquistar um campeonato da WNBA, e até agora, o San Antonio Silver Stars não trouxe nenhuma jogadora nova para a temporada que está por vir.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na primeira movimentação do ano, Swin Cash vai para o Chicago Sky

Após reeditar a ordem do draft de 2008, o Chicago Sky trocou a segunda escolha da primeira rodada por Swin Cash, Le'Coe Willingham e a chance de selecionar a vigésima terceira jogadora a entrar na WNBA esse ano.

Sinceramente, o Sky se deu bem nessa. Cash é uma veterana muito versátil e a ala que falta para dar mais opções a Courtney Vandersloot (novata que chegou e impressionou de primeira por causa de sua eficiência e estabilidade) além de Sylvia Fowles. Willingham leva a experiência de uma bi-campeã consecutiva (2009 com o Phoenix Mercury, e 2010 com o Seattle Storm), e pode ajudar a alcançar pelo menos um lugar nos playoffs.

A equipe de Seattle mostra o quão bom foi ter contratado Brian Agler. O técnico e gerente geral cuida do time com o coração e começou a avaliar as opções para 2012 a partir da eliminação contra o Phoenix Mercury no ano passado. A ideia dele é montar um time mais jovem e aumentar o capital para a fase de transações. Com a troca anunciada hoje ele conseguiu ambos, levando em consideração que Swin Cash carrega os dois quesitos em peso (idade avançada e salário alto).

As últimas escolhas que o Storm teve entre as quatro primeiras no draft foram em 2001 e 2002, quando Lauren Jackson e Sue Bird, respectivamente, entraram na liga. Na temporada que está por começar a australiana não participa até a metade dela. Nesse tempo, ela fica com a seleção de seu país como preparação para as Olimpíadas, e esse é um dos motivos pelos quais o técnico dá prioridade a "sangue novo".

Brian Agler deixou claro: "depois da temporada nós sentimos que se tivéssemos a oportunidade de trazer uma jogadora jovem qualificada - alguém com quem possamos contribuir imediatamente, mas que também possa ser parte de nossa equipe para o futuro - tiraríamos vantagem disso". Agora, eu tenho certeza que você se lembrou de duas brilhantes jogadoras mencionadas acima: Sue Bird e Lauren Jackson. Ambas foram selecionadas pelo Seattle Storm e construíram (têm construído, na verdade) suas carreiras lá, o que é reflexo do investimento do grupo dessa cidade que abriu mão do Seattle SuperSonics, mas encontrou torcedores fieis que investiram no basquete feminino.

O técnico e gerente geral também fez questão de dizer que pode trocar a segunda escolha do draft se isso significar levar o tipo de jogadora que eles procuram na WNCAA mas que já está na WNBA. Ou seja, em breve a assessoria do time anuncia mais movimentos estratégicos dentro dos padrões estabelecidos por Agler.

Fiquem atentos, porque tem coisa boa vindo por aí!

sábado, 26 de novembro de 2011

Loteria do Draft ignora as probabilidades e Los Angeles Sparks fica com a primeira escolha mais uma vez

Lisa Leslie, ex jogadora do Los Angeles Sparks, tem a primeira oportunidade de participar do draft como dona de uma franquia, ainda a favor do time no qual consagrou sua carreira

Em abril de 2012 os primeiros times a escolher as futuras estrelas da WNBA serão o Los Angeles Sparks, o Chicago Sky, o Minnesota Lynx e o Tulsa Shock, respectivamente, de acordo com o sorteio que aconteceu no dia 10 de novembro. Se você acompanha a liga há algum tempo, provavelmente acha que acabou de ter um déjà vu. Mas pode ficar tranquilo porque um estudo psicológico não será necessário para isso. Acontece que é a mesma ordem do draft de 2008, quando Candace Parker, Sylvia Fowles e Candice Wiggins ouviram seus nomes sendo chamados pela ex-presidente Donna Orender para fazerem parte de um time profissional da liga de basquete feminino mais badalada do mundo.

O que é interessante observar nessa ordem? Bom, o Los Angeles Sparks realmente passa por uma fase ruim (chegou até a ficar fora dos playoffs da última temporada) e precisa de mais uma número 1 (a terceira da franquia, e que não se machuque tanto quanto Candace Parker) para trazer consistência à equipe. Nos últimos jogos desse ano, o time até conseguiu encontrar um caminho para a remissão, mas foi derrotado pelo San Antonio Silver Stars (que foi tão inconstante quanto) justamente no jogo que decidiria qual dos dois morreria na praia ou iria para os playoffs.

Falando em morrer na praia, o Chicago Sky, dono da segunda escolha (assim como em 2008, quando trouxe Sylvia Fowles), precisa encontrar o ritmo de verdade para finalmente chegar aos playoffs. A equipe nunca alcançou uma pós-temporada na história, e essa é uma oportunidade que não pode passar batida, principalmente para ajustar as laterais. A equipe é relativamente boa, mas precisa de um elo mais forte entre a armação e o fundo de quadra.

Quanto ao dono da terceira escolha, o Minnesota Lynx... o Washington Mystics deve estar se remoendo até agora, já que essa vaga veio a partir de uma troca com ele. Se tem um time que não precisa dela é o Lynx. A franquia passa pela melhor fase de todos os tempos, acabou de conseguir um título e tem um elenco super talentoso (com três números 1, a propósito - Seimone Augustus, Lindsey Harding e Maya Moore). Essa oportunidade será ótima para conseguir uma futura substituta para Taj McWilliams-Franklin, pivô veteraníssima, que está em plena forma, mas já atingiu os 40 anos. Alguma hora vai ter que parar, né!?

Para terminar o TOP4, Tulsa Shock, o que tinha a maior probabilidade de ficar com a primeira escolha, terminou em quarto lugar. O elenco dessa equipe tem nomes como Elizabeth Cambage e Sheryl Swoopes, mas teve duas temporadas horríveis. Não ter conseguido a primeira escolha prejudicou bastante a franquia. Pelo menos está em uma boa posição para tentar remontar o time para 2012.

Como foi dito, o Shock era a equipe que tinha mais chances de ficar com a primeira escolha, e acabou sendo o último escolhido. O Sparks, que tinha menos oportunidades, foi o primeiro, e o resto segue a mesma linha: Sky (2) tinha 178 em 1500, e o Lynx (3) 276 em 1500 chances. Assim, o Los Angeles se torna o segundo time nessa situação contraditória a conseguir o topo do draft. O outro foi o Phoenix Mercury, em 2007.

O resto da tabela (primeira rodada, da quinta até a décima-segunda escolha) segue com San Antonio Silver Stars, Phoenix Mercury, New York Liberty, Washington Mystics, Connecticut Sun, Washington Mystics Indiana Fever e Minnesota Lynx.