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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que esperar da segunda metade da temporada de 2012? - Parte 2


(continuação do post anterior)
"Diante de tantas performances marcantes, o que deve-se esperar da segunda metade da WNBA? Fome de título."

O retorno de nomes importantes para as equipes vai marcar a próxima semana da WNBA. O Atlanta Dream espera ansiosamente por Érika, como mostra o banner na entrada do site da equipe. O Seattle Storm receberá novamente Lauren Jackson, e o Phoenix Mercury tem sua principal jogadora recuperada

Há o retorno de Diana Taurasi para o Phoenix Mercury após um tempo afastada devido a lesão. Sua atuação olímpica foi excelente, o tempo parada com o propósito de se guardar para Londres foi muito conveniente, e ter se tornado uma das maiores medalhistas na história do basquete feminino norte-americano certamente é combustível para a ala-armadora. Taurasi é o tipo de atleta que nunca está satisfeita e quanto mais ganha, mais acredita que precisa melhorar. Com três ouros em Olimpíadas, ouro em Mundial, duas conquistas da WNBA e um MVP (isso na carreira profissional, sem contar com a universitária), tirar o Phoenix da vice-lanterna da conferência Oeste com campanha de 4 vitórias e 15 derrotas será um ato heroico que a renderá uma estatua presente até nos jogos do Suns. Eu acredito que dessa vez o Mercury ficará de fora dos playoffs. É muito atraso para se recuperar em pouco tempo, sendo que as equipes completas do Oeste já vinham fazendo um ótimo trabalho antes da Olimpíada (destaque para o Minnesota Lynx - obvio, o San Antonio Silver Stars e o Los Angeles Sparks), e as garotas do Arizona estarão sem Candice Dupree (só volta na primeira semana de setembro) e Penny Taylor.

Em contrapartida, a alegria do Seattle Storm será completa quando a sensacional dupla Sue Bird e Lauren Jackson voltar a vestir, junta, o uniforme verde da cidade chuvosa. A australiana ficou a primeira metade do ano com a seleção de seu país a fim de se aperfeiçoar para os jogos de Londres. O resultado não foi o esperado, mas a pivô mostrou que está saudável e seu jogo bem alinhado com as expectativas para o seu nível (quem viu sua movimentação embaixo da cesta e as bolas de 3 pontos? Incríveis!). O time também está em situação não tão confortável, mas dá para alcançar a vaga nos playoffs (e é nessa hora que o resto do Oeste precisa ficar MUITO preocupado).

O Atlanta Dream está tão desesperado pela Érika que quando acessamos o site oficial do time a primeira coisa que aparece é um banner com uma foto da jogadora ao lado de um enorme “Welcome back, Érika!” (“seja bem-vinda, Érika!”). Com o terceiro lugar do Leste, vai ser simples desbancar o Connecticut Sun, que não tem o elenco necessário para bater Angel McCoughtry e a brasileira juntas (estou falando do Connecticut Sun e da temporada regular), nem a maioria dos times completos. A grande dificuldade da equipe em subir na classificação será a campanha. São 9 vitórias e 10 derrotas, contra 14 vitórias e 4 derrotas do Sun. O Indiana Fever certamente vai manter regularidade e conquistar o primeiro lugar, já que a equipe segue completa desde o começo da temporada. A propósito, aposto no Fever na final da WNBA neste ano.

Amanhã (16/08 - quinta-feira) será o retorno da temporada de 2012 da WNBA. Quais são suas expectativas? Deixe um comentário, ou converse comigo no Twitter (@BetaOsraReed)!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O que esperar da segunda metade da temporada de 2012? - Parte 1

Depois de um tempo afastada do blog para organizar a vida, que passou por algumas mudanças radicais, resolvi usar o retorno da temporada de 2012 para voltar a postar aqui nesse espaço que tanto prezo. Dividi esse post em três partes porque o texto ficou bem longo. Então, entre hoje (14/08) e quinta-feira (18/08) você pode ficar por dentro do que aconteceu e o que deve acontecer na WNBA.

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Liz Cambage (Austrália/Tulsa Shock - WNBA) surpreendeu o mundo ao se tornar a primeira mulher a enterra em uma competição olímpica. No Twitter, foi criada a hashtag #slambage em sua homenagem

Na quinta-feira a WNBA terá suas ações retomadas após o intervalo olímpico. O evento em Londres terminou com 12 jogadoras da liga norte-americana com medalha de ouro (EUA), nenhuma com prata (França) e duas com bronze (Austrália). Das 12 que receberam o ouro, três o fizeram pela terceira vez (Diana Taurasi, Sue Bird e Tamika Catchings), seis já conquistaram o anel de campeãs da WNBA (Taurasi, Bird, Seimone Augustus, Lindsay Whalen, Maya Moore, Swin Cash) e sete já foram novatas do ano. Isso tudo sem contar com a quantidade de títulos universitários em jogo, que só da parte do técnico, Geno Auriemma, já são sete (sendo que alguns deles foram com jogadoras de seu elenco olímpico, como Maya Moore e Swin Cash).

Além do time dos Estados Unidos, a Austrália também deixou uma dose de adrenalina para quem acompanha a modalidade. Liz Cambage, do Tulsa Shock, foi a protagonista da primeira enterrada feminina na história das Olimpíadas. A garota de apenas 20 anos chamou a atenção do mundo inteiro no jogo contra a Rússia ainda na fase de grupos e mostrou que sua carreira no basquete mundial será surpreendente, como já esperávamos. A experiente Lauren Jackson, do Seattle Storm, também não ficou de fora do hall de jogadoras que marcaram a história e se tornou a maior pontuadora da competição, durante o confronto contra a China nas quartas-de-final, quando deixou para trás a brasileira Janeth Arcain (535 pontos) .

As outras duas jogadoras da WNBA que participaram da Olimpíada de Londres podem não ter saído com medalha, mas uma delas, Becky Hammon (Rússia – e ainda é estranho escrever isso), ficou em quarto lugar ao perder para a Austrália na disputa pelo bronze, e a outra, Érika de Souza (Brasil) foi a melhor pontuadora, com média de 16,2 pontos por partida (81 em 5 jogos), um empate com a dona de casa Johannah Leedham. Em números brutos, no entanto, Lauren Jackson foi a que mais marcou (127 pontos).

Diante de tantas performances marcantes, o que deve-se esperar da segunda metade da WNBA? Fome de título.

Entenda o por quê amanhã, aqui no blog. Enquanto isso, deixe um comentário falando sobre o que você espera ver na WNBA a partir de agora!