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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

San Antonio Silver Stars perde dois coelhos em uma tacada só


A veterana Becky Hammon renovou seu contrato com o San Antonio Silver Stars de modo que continua no time até a aposentadoria. Mas de que adianta uma armação bem comandada, eficiência nas laterais (Sophia Young, por exemplo) e um fundo de quadra inexpressivo?

Hoje, mais duas mudanças aconteceram na temporada de negociações da WNBA. Ambas afetam direta e negativamente o San Antonio Silver Stars, equipe das brilhantes Becky Hammon e Sophia Young.

Há algum tempo o time texano enfrenta problemas na posição de número 5, desde quando a pivô belga Ann Wauters saiu. Sobrou Rith Riley, que vinha dando conta do recado. Dan Hughes escolheu Jayne Appel em um draft e Danielle Adams em outro. Estas são as opções de jogadoras de fundo de quadra do Silver Stars. Ou melhor, eram, porque Wauters e Riley acabaram de ser negociadas.

A europeia agora faz parte do esquadrão estrategicamente preparado do Seattle Storm. Sua presença na cidade chuvosa vai suprir a ausência de outra estrangeira renomada na WNBA, Lauren Jackson, que antes das Olimpíadas ficará em concentração com a equipe australiana. Ann Wauters havia parado de jogar com o San Antonio em 2010, e não se disponibilizou em 2011 porque ficou grávida. Recentemente, ela deu uma entrevista dizendo que estava com muita vontade de voltar e ganhar um campeonato nos Estados Unidos. Brian Agler, técnico do Seattle e um cidadão muito esperto, viajou pela Europa acompanhando algumas jogadoras na offseason, e Ros Casares, onde a belga trabalha ao lado de Lauren Jackson (dupla ruim de pivôs, hein!?), na Espanha, foi uma das paradas do comandante. Antes de essa contratação ter sido anunciada, os torcedores do San Antonio acreditavam fervorosamente que Hughes conseguiria levar Wauters de volta ao Texas.

Como se não bastasse, no mesmo dia (6/2) Ruth Riley se tornou mais um peão do xadrez do Chicago Sky, uma equipe que também tem buscado estratégias minunciosamente estudadas, mas primeiro para chegar a um playoff. Como Riley pode ajudar nessa missão? A pivô é bi-campeã da liga (2003 e 2006, com o Detroit Shock), sendo que em 2003 foi eleita a MVP das finais. Nesses dois anos, uma de suas companheiras em quadra era Swim Cash, que acabou de ser contratada pelo Chicago Sky. Furthermore, ainda não houve sinal por parte do azul e amarelo em relação a Sylvia Fowles, que está sob os direitos da equipe, mas pode migrar para qualquer outra franquia se a proposta do Sky não a agradar.

Fica no ar a questão: e a posição 5 do San Antonio Silver Stars? Wauters não está mais na jogada, Riley saiu o quanto antes, Jayne Appel é uma lástima e Danielle Adams consegue segurar as pontas, mas ainda é muito inconstante. Será que a solução é apelar para Michelle Snow? Dá para fazer melhor (a média da veteraníssima caiu de 9 pontos por jogo para 5,9 na temporada passada).

Dan Hughes, técnico respeitado, conhecido por suas boas aquisições e trocas inteligentes, precisa acertar bem o alvo se quiser sair do status de "quase lá" na hora de conquistar um campeonato da WNBA, e até agora, o San Antonio Silver Stars não trouxe nenhuma jogadora nova para a temporada que está por vir.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para nos divertir, jogadoras da WNBA fazem graça às câmeras

Um dos motivos do sucesso de certos times da WNBA é o carisma de suas jogadoras. As garotas da liga tendem a ser engraçadas e se divertir bastante enquanto estão juntas. Dois bons exemplos disso são o Phoenix Mercury e o Seattle Storm. A receita é a seguinte: jogadoras fiéis e que se comunicam com os fãs enchem o ginásio.

Essa animação toda, no entanto, não é forçada. As garotas REALMENTE são simpáticas e dão valor ao espectador, por isso, alguns vídeos são lançados na internet com o propósito de entreter os torcedores, como os que o Connecticut Sun fez esse ano para promover as jogadoras do time ao jogo das estrelas em San Antonio (veja aqui aqui).

Veja abaixo três gravações, que considero as mais engraçadas, de três franquias que investem pesado na valorização dos torcedores.

#3 - Hammon Time (San Antonio Silver Stars)
A história desse vídeo é a seguinte, The Fox - o mascote do San Antonio Spurs e do Silver Stars -, está procurando um assistente para seus momentos de entretenimento durante os jogos. Os candidatos que aparecem são bizarros, e um deles até é fofinho, mas tudo começa a fazer sentido a partir do momento que... uma galinha aparece. Isso mesmo! Assista, descubra quem é e se divirta muito!



#2 - Sue Bird & Swin Cash - 2010 Stormy Award Acceptance Speech (Seattle Storm)
Aqui, Sue Bird e Swim Cash ganharam o "2010 Stormy Award", que é uma cópia barata do Oscar organizado pela equipe (a assessoria de imprensa e o marketing do Seattle são o máximo). Cada ano, as jogadoras protagonizam cenas de filmes e o público escolhe quem foi a melhor atriz. Em 2010 o prêmio foi para a dupla Swin Cash e Sue Bird, que interpretou uma cena de Talladega Nights. Como comemoração, ao invés de gravarem um simples discurso de agradecimento, elas cantaram um rap, com direito a beat box de Sue Bird. É...



#1 - Diana Taurasi, Cappie Pondexter... Road trip (Phoenix Mercury)
O melhor de todos os tempos. Em 2007, o Phoenix Mercury foi para a final contra o Detroit Shock. O nome dado para viagens longas em inglês é "road trip", e é isso que elas fariam para o lado leste dos Estados Unidos. Nesse vídeo, as cômicas Bridget Pettis, Cappie Pondexter e Diana Taurasi estão prontas para as horas de estrada e fazem o check list: água, salgadinhos, e... música. O playlist conta com What is Love?, clássica nos jogos lá nos EUA que leva os torcedores a balançarem a cabeça cada vez que é tocada, A Thousand Miles (muito fofa!!!), da Vanessa Carlton, e outra que parece a Cha Cha Slide, sempre presente tanto nos bailes de "High School" quanto em festas cariocas. Agora, é hora de ver as jogadoras do Phoenix Mercury dançando e cantando esses sucessos e mais uma mega surpresa no final. Quando terminar de assistir, você só vai chegar à uma conclusão: como cantoras, elas são excelentes jogadoras de basquete.


Muito maneiro,  não é mesmo?

Lembra de mais algum vídeo engraçado protagonizado pelas jogadoras da WNBA? Manda o link aí embaixo! E não esqueça que a temporada começa no dia 18 de maio!


No Twitter: @Dentrodawnba e @BetaOsraReed

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na primeira movimentação do ano, Swin Cash vai para o Chicago Sky

Após reeditar a ordem do draft de 2008, o Chicago Sky trocou a segunda escolha da primeira rodada por Swin Cash, Le'Coe Willingham e a chance de selecionar a vigésima terceira jogadora a entrar na WNBA esse ano.

Sinceramente, o Sky se deu bem nessa. Cash é uma veterana muito versátil e a ala que falta para dar mais opções a Courtney Vandersloot (novata que chegou e impressionou de primeira por causa de sua eficiência e estabilidade) além de Sylvia Fowles. Willingham leva a experiência de uma bi-campeã consecutiva (2009 com o Phoenix Mercury, e 2010 com o Seattle Storm), e pode ajudar a alcançar pelo menos um lugar nos playoffs.

A equipe de Seattle mostra o quão bom foi ter contratado Brian Agler. O técnico e gerente geral cuida do time com o coração e começou a avaliar as opções para 2012 a partir da eliminação contra o Phoenix Mercury no ano passado. A ideia dele é montar um time mais jovem e aumentar o capital para a fase de transações. Com a troca anunciada hoje ele conseguiu ambos, levando em consideração que Swin Cash carrega os dois quesitos em peso (idade avançada e salário alto).

As últimas escolhas que o Storm teve entre as quatro primeiras no draft foram em 2001 e 2002, quando Lauren Jackson e Sue Bird, respectivamente, entraram na liga. Na temporada que está por começar a australiana não participa até a metade dela. Nesse tempo, ela fica com a seleção de seu país como preparação para as Olimpíadas, e esse é um dos motivos pelos quais o técnico dá prioridade a "sangue novo".

Brian Agler deixou claro: "depois da temporada nós sentimos que se tivéssemos a oportunidade de trazer uma jogadora jovem qualificada - alguém com quem possamos contribuir imediatamente, mas que também possa ser parte de nossa equipe para o futuro - tiraríamos vantagem disso". Agora, eu tenho certeza que você se lembrou de duas brilhantes jogadoras mencionadas acima: Sue Bird e Lauren Jackson. Ambas foram selecionadas pelo Seattle Storm e construíram (têm construído, na verdade) suas carreiras lá, o que é reflexo do investimento do grupo dessa cidade que abriu mão do Seattle SuperSonics, mas encontrou torcedores fieis que investiram no basquete feminino.

O técnico e gerente geral também fez questão de dizer que pode trocar a segunda escolha do draft se isso significar levar o tipo de jogadora que eles procuram na WNCAA mas que já está na WNBA. Ou seja, em breve a assessoria do time anuncia mais movimentos estratégicos dentro dos padrões estabelecidos por Agler.

Fiquem atentos, porque tem coisa boa vindo por aí!

sábado, 26 de novembro de 2011

Brian Agler renova com o Storm

O técnico Brian Agler garantiu que fica com o Seattle Storm até 2015. A novidade veio bem cedo, quase na metade da offseason, e é surpreendente porque ele tinha no contrato mais um ano com o time. No entanto, a permanência na cidade chuvosa é bastante compreensível.

Agler chegou lá em 2008, e desde então conseguiu passagem todos os anos para os playoffs, sendo que em 2010 terminou campeão da WNBA e foi eleito o melhor em seu cargo na temporada. Na carreira como técnico do Seattle, tem campanha de 91 vitórias e 45 derrotas, que é um recorde na liga para esse tempo de mandato. Além disso, no dia 11 de setembro do ano em que estamos ele alcançou sua 211º vitória, e se tornou o técnico com o maior número de vitórias na história do basquete feminino profissional.

Sob seu comando estão Lauren Jackson (que também renovou contrato com o Storm ainda durante a temporada regular) e Sue Bird, jogadoras leais ao Seattle Storm, cuja torcida é de fazer tremer qualquer time que chega à KeyArena para enfrentar as donas da casa.

Acredito que esse time de muita qualidade vai conseguir mais um título entre o próximo ano e 2014 (pelo menos, que é quando o contrato da australiana expira). Concorda comigo? Dá o pitaco aí nos comentários!