A notícia que rola pela internet é de que a pivô australiana Liz Cambage (21) não retorna para jogar com o Tulsa Shock em 2013. Após perder a primeira metade da temporada do ano passado para treinar com a seleção da Austrália visando as Olimpíadas de Londres, a jogadora também não voltou depois da competição na Europa, que resultou em uma medalha de bronze.
A atitude da jovem, que fez história na terra da Rainha como a primeira mulher a enterrar em um torneio olímpico, de afirmar que jogaria na WNBA na segunda metade de 2012 e não cumprir com sua palavra, deixou seu relacionamento com Tulsa abalado.
Agora, sobre a decisão de passar o ano de 2013 na China (detalhes sobre isso abaixo), Gary Kloppenburg, técnico do Shock, afirmou: "Claro que estamos chateados, mas crianças tomam decisões de acordo com o que sentem ser melhor para elas".
Durante a offseason, Liz Cambage defendeu o time Zhenjiang Chouzhou, o qual terminou a liga nacional chinesa em segundo lugar. Em seu novo contrato, válido para 2013, a pivô receberá um salário de US$ 518 mil (aproximadamente R$ 1,050 milhão), que pode chegar a US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) com acréscimos de marketing e adicionais.
A dúvida sobre a veracidade dessa informação (publicada em primeira mão pelo Tulsa World) surgiu após Cambage postar o seguinte tweet em seu miniblog (@ecambage): "Todas essas matérias de 'jornalistas' e nenhuma delas verdadeiras. Mal posso esperar para me pronunciar quando voltar para casa". Sou completamente contra transformar publicações do Twitter em notícia, porém, Liz é conhecida por ter uma certa excentricidade. De fato, ter deixado o Tulsa Shock no ano passado não foi uma atitude profissional, principalmente porque a pivô era a chave principal dessa equipe que ainda não engrenou na liga.
Por enquanto, ficamos à espera de novidades. Mas, na minha opinião, Liz Cambage não fica em Tulsa mesmo (onde receberia US$ 50 mil pela temporada de 2013).
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
sábado, 26 de novembro de 2011
Loteria do Draft ignora as probabilidades e Los Angeles Sparks fica com a primeira escolha mais uma vez
Lisa Leslie, ex jogadora do Los Angeles Sparks, tem a primeira oportunidade de participar do draft como dona de uma franquia, ainda a favor do time no qual consagrou sua carreira
Em abril de 2012 os primeiros times a escolher as futuras estrelas da WNBA serão o Los Angeles Sparks, o Chicago Sky, o Minnesota Lynx e o Tulsa Shock, respectivamente, de acordo com o sorteio que aconteceu no dia 10 de novembro. Se você acompanha a liga há algum tempo, provavelmente acha que acabou de ter um déjà vu. Mas pode ficar tranquilo porque um estudo psicológico não será necessário para isso. Acontece que é a mesma ordem do draft de 2008, quando Candace Parker, Sylvia Fowles e Candice Wiggins ouviram seus nomes sendo chamados pela ex-presidente Donna Orender para fazerem parte de um time profissional da liga de basquete feminino mais badalada do mundo.
O que é interessante observar nessa ordem? Bom, o Los Angeles Sparks realmente passa por uma fase ruim (chegou até a ficar fora dos playoffs da última temporada) e precisa de mais uma número 1 (a terceira da franquia, e que não se machuque tanto quanto Candace Parker) para trazer consistência à equipe. Nos últimos jogos desse ano, o time até conseguiu encontrar um caminho para a remissão, mas foi derrotado pelo San Antonio Silver Stars (que foi tão inconstante quanto) justamente no jogo que decidiria qual dos dois morreria na praia ou iria para os playoffs.
Falando em morrer na praia, o Chicago Sky, dono da segunda escolha (assim como em 2008, quando trouxe Sylvia Fowles), precisa encontrar o ritmo de verdade para finalmente chegar aos playoffs. A equipe nunca alcançou uma pós-temporada na história, e essa é uma oportunidade que não pode passar batida, principalmente para ajustar as laterais. A equipe é relativamente boa, mas precisa de um elo mais forte entre a armação e o fundo de quadra.
Quanto ao dono da terceira escolha, o Minnesota Lynx... o Washington Mystics deve estar se remoendo até agora, já que essa vaga veio a partir de uma troca com ele. Se tem um time que não precisa dela é o Lynx. A franquia passa pela melhor fase de todos os tempos, acabou de conseguir um título e tem um elenco super talentoso (com três números 1, a propósito - Seimone Augustus, Lindsey Harding e Maya Moore). Essa oportunidade será ótima para conseguir uma futura substituta para Taj McWilliams-Franklin, pivô veteraníssima, que está em plena forma, mas já atingiu os 40 anos. Alguma hora vai ter que parar, né!?
Para terminar o TOP4, Tulsa Shock, o que tinha a maior probabilidade de ficar com a primeira escolha, terminou em quarto lugar. O elenco dessa equipe tem nomes como Elizabeth Cambage e Sheryl Swoopes, mas teve duas temporadas horríveis. Não ter conseguido a primeira escolha prejudicou bastante a franquia. Pelo menos está em uma boa posição para tentar remontar o time para 2012.
Como foi dito, o Shock era a equipe que tinha mais chances de ficar com a primeira escolha, e acabou sendo o último escolhido. O Sparks, que tinha menos oportunidades, foi o primeiro, e o resto segue a mesma linha: Sky (2) tinha 178 em 1500, e o Lynx (3) 276 em 1500 chances. Assim, o Los Angeles se torna o segundo time nessa situação contraditória a conseguir o topo do draft. O outro foi o Phoenix Mercury, em 2007.
O resto da tabela (primeira rodada, da quinta até a décima-segunda escolha) segue com San Antonio Silver Stars, Phoenix Mercury, New York Liberty, Washington Mystics, Connecticut Sun, Washington Mystics Indiana Fever e Minnesota Lynx.
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